O movimento

        

 

Manifesto pelo melhor traçado da Linha 4 do Metrô Rio


O PRESENTE MANIFESTO PROPÕE COMO PRIORITÁRIA A IMPLANTAÇÃO DA LINHA 4 DO METRÔ QUE ATENDERÁ O INTERESSE PÚBLICO, NÃO APENAS DURANTE OS DIAS DE JOGOS OLÍMPICOS EM 2016, MAS SIM QUE O TRAÇADO SEJA AQUELE QUE MELHOR SERVIRÁ AOS USUÁRIOS NO FUTURO.


O que o Movimento propõe

O Movimento propõe como solução mais eficaz em termos do INTERESSE PÚBLICO a implantação do conceito de rede, mantendo o traçado original da Linha 4 (conforme marcado em azul no mapa anexo que faz parte integrante desse manifesto).

O Movimento reconhece os benefícios esperados como resultado dos Jogos Olímpicos e considera que a premência de tempo para executar a ligação Zona Sul – Barra deve ser levada em conta. Porém essa premência não deve servir como justificativa para a implantação de atalhos que venham a prejudicar o plano metroviário previsto para a cidade e a perfeita integração da Linha 4 original com as Linhas 1 e 2 já existentes.

Se a Secretaria Estadual de Transportes, apesar de admitidamente não dispor atualmente de estudos de demanda atualizados nem de projetos detalhados de traçados e custos, está optando por prolongar a Linha 1 na direção da Gávea, que o faça de maneira a manter a integridade da Linha 4, garantindo a possibilidade de sua extensão futura.

Para isso são pré-requisitos indispensáveis para atender o INTERESSE PÚBLICO:

 

  1. Estação Gávea em dois níveis – Essa estação terá que ser construída em dois níveis para o cruzamento da linha 1 com a linha 4: a) um nível para receber os trens vindos de São Conrado e já apontando na direção Jd. Botânico para permitir a continuidade da Linha 4, e b) outro nível para receber a Linha 1, cuja estação final será Gávea.
  2. By-pass” desnecessário, caro e inconveniente: A estação Antero do Quental deve ser ligada à Gávea como originalmente previsto. Não faz qualquer sentido econômico a construção de um “by-pass” (ligação alternativa) entre Antero do Quental e São Conrado. Também não faz qualquer sentido operacional um suposto “triângulo” para ligar esse desnecessário “by-pass” à estação Gávea.
  3. Estação General Osório deve ser somente uma estação de passagem da Linha 1 em direção à estação Gávea. O projeto de construir uma nova plataforma na mesma estação para servir de ponto final dos trens da Linha 2 é contrário ao INTERESSE PUBLICO. Além de cara, a obra vai fazer com que a estação General Osório fique fechada por, pelo menos, seis meses. Além disso, trata-se de um investimento desnecessário, já que a sobrecarga de usuários vindos da Barra será absorvida tão logo seja implantado o trecho Gávea – Carioca via Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo e Laranjeiras.
  4. Estação final do lado oeste da Linha 4 deve ser Alvorada. Em função do elevado volume de usuários de Barra, Recreio e Jacarepaguá, e para eliminar baldeações intermodais, o trecho de6 km entre Jardim Oceânico e Alvorada deve ser feito por metrô e não pelo sistema BRT (ônibus articulado). O custo inicial menor de implantação do BRT é injustificável como alegação para que o metrô não chegue até Alvorada. Para reduzir custos, seriam concluídas até final de 2015 apenas as estações Jardim Oceânico e Alvorada. A implantação das 4 ou 5 estações de permeio seria concluída após a realização das Olimpíadas.

Rio de Janeiro, maio de 2011

 

Mapa anexo ao Manifesto do Movimento “O metrô linha 4 que o rio precisa”

 

Metrô Linha 4

 

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Fundamentos dos Movimento “O Metrô Linha 4 que o Rio precisa”

 

O déficit metroviário no Rio de Janeiro

Com mais de seis milhões de habitantes, o Rio de Janeiro é uma das cidades de seu porte mais mal servida em termos de transporte metroviário no mundo.   Nosso metrô tem hoje apenas42 kme opera com duas linhas que foram superpostas, formando uma longa “tripa” e não uma rede como ocorre em todo o mundo.

 

Breve histórico da Linha 4

O projeto da Linha 4 do Metrô para a Barra existe desde a década de 90.  O traçado original previa a ligação de uma estação no Morro de São João (localizada nas proximidades do Shopping Rio Sul) com estações no Humaitá, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico.  Posteriormente um estudo alternativo incluiu no percurso a estação Jardim Botânico, bem como a ligação da estação Humaitá com Botafogo, Laranjeiras e Largo da Carioca.

Como resultado da escolha do Rio para sede das Olimpíadas de 2016, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a construção da Linha 4, mas para surpresa geral, não mais respeitando o projeto original. A opção divulgada foi o prolongamento da já saturada Linha 1 em direção ao Jardim Oceânico, passando pelas estações: N.S. Paz, Jardim de Alah, Antero do Quental, Gávea, e São Conrado. Essa opção não foi baseada em qualquer estudo atualizado de demanda, que tenha sido publicado.

A alegação para essa alteração são os chamados “compromissos olímpicos” de proporcionar ligação rápida do “polo hoteleiro” concentrado em Copacabana e Ipanema, com o “polo olímpico” concentrado na Barra da Tijuca.

 

Criação do Movimento “O Metrô Linha 4 que o Rio precisa”

Preocupados com a descaracterização do plano metroviário imaginado para a cidade e com o obvio fato de que a Linha 1 assim esticada não terá capacidade para absorver o volume adicional de usuários que passarão a vir da Barra, Jacarepaguá e Recreio, formou-se, em meados de 2010, um movimento constituído de 30 Associações de Moradores das áreas a serem servidas por esse novo traçado. Juntamente com especialistas em transporte, engenheiros e profissionais de várias especialidades o grupo têm se dedicado a estudar a melhor solução para o complexo problema metroviário do Rio de Janeiro. Em 17/12/2010, esse Movimento protocolou, na Casa Civil do Governo do Estado, um ofício ao Governador manifestando posição claramente favorável à manutenção de um traçado para a Linha 4 independente da Linha 1.

A população dos bairros representados pelo Movimento pode ser estimada em cerca de 1,5 milhão de habitantes – crescentemente preocupados com o legado danoso de um traçado metroviário que sirva predominantemente a duas ou três semanas de jogos olímpicos, mas que não atenda às necessidades de transporte rápido e confortável nos anos subsequentes a 2016.

 

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4 Responses to O movimento

  1. Jair de Souza on November 28, 2011 at 12:53 am

    É fundamental para o FUTURO DO RIO um SISTEMA DE METRÔ que permita a população uma circulação civilizada, sem a necessidade do uso do automóvel ou dos famigerados ônibus.
    Para os moradores da Barra, Gávea, Jardim Botânico, Botafogo, Laranjeiras e evidentemente de toda a população do Rio que deseja chegar à estes bairros, é indispensável a adoção do percurso pleiteado pelas nossas associações de moradores. Espero que os dirigentes políticos tenham a dignidade de compreender e executar essa demanda legítima.
    Jair de Souza, Designer e Diretor de Arte.

  2. Marcus Figueiredo on November 30, 2011 at 9:55 pm

    Metrô caro e desconfortável!

  3. Daniel on December 1, 2011 at 3:39 pm

    Primeiramente, parabéns pela nobre iniciativa de cobrar o mínimo que que o Governo é obrigado a fazer: agir com transparência. Não devemos nos esconder, vamos p/ briga e podem contar comigo, é nossa obrigação fazer barulho, tirar os políticos desta zona de conforto. Na escuta, Daniel.

  4. Nathalia on December 9, 2011 at 12:09 am

    Concordo com o Rômulo! Gente, o metrô que o rio precisa não é isso não! Sinceramente, apesar desse projeto ser feito pela PUC-Rio, é inacreditável como ele consegue ser tão elitista! Desde quando o Rio só precisa de metrô na Zona Sul do Rio de Janeiro? Olhem um pouquinho pro lado e reparem a quantidade de pessoas do subúrbio que pegam metrô diariamente. Pode ter certeza que é MUITO MAIS do que na linha 1. Alguém que está fazendo esse projeto já tentou pegar um metrô vindo de Irajá às 6 da manhã? DUVIDO! É insuportável! Além de ser MUITO apertado, normalmente está super abafado e demora demais!!! Olha, eu já fui bolsista na PUC-Rio pelo PROUNI e tinha que acordar às 4 da manhã todo dia pra conseguir chegar na faculdade às 7. Vcs realmente acham que isso é algo digno para qualquer pessoa? Acho que antes de vcs ficarem pensando em como economizar meia horinha do dia de vcs, deviam pensar no resto da população carioca que perde 2 horas do seu dia em um transporte público horrível. Pensem comigo, como podem exigir que o governo te ouça se vcs também não escutam a população? ACORDEM! Rio de Janeiro não é só Zona Sul, Centro e Barra da Tijuca não! Podem até incluir Tijuca nisso aí, já que é um dos raros bairros da Zona Norte que tem algum transporte decente. Antes de reclamarem do governo, pensem aonde vcs também estão errando! Querem cobrir todos os bairros da Zona Sul, mas nem pensam em cobrir todos os bairros da Zona Norte. Querem mais agilidade para vcs, mas não lembram dos mais necessitados. Quem reclama assim perde completamente a razão! Pensem um pouco se esse projeto de vcs não deve ser melhorado…!



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